10.10.2018

Farpa

(Imagem Pinterest)
Decidi escrever sobre você quando não conseguia passar nem mais um dia sem pensar em ti. Todos os dias, sem falta, acordo e me pergunto se dormiu bem, se está bem. E no decorrer das horas imagino as conversas que vamos ter, nunca dá pra prever e rendem muito. 
E em meio aos pensamentos minha mente se prende aos momentos que senti amar você tanto que pensei que explodiria. 
Vejo e revejo as cenas, tento sentir o calor do momento que invade meu coração sempre que você está perto. 
Sinto e ressinto cada alegria causada por um sorriso seu. 






Mas ainda sim... Dói... 





Dói lá no fundo quando a realidade me cerca e mostra que todo esse amor de nada lhe adianta. O amor que você quer é outro; mais encorpado, sentido... É aventura, é fantasia, é refrescante... 
Não é como o meu que incendeia e trepida; que é feroz, que é caos mas só quer o sossego de deitar sob a grama te abraçando apertado.
Dói na pele quando sinto o frio da sua falta e a falta do abrigo que você se tornou. 
Dói bem dolorido por saber que as canções que escuto e me lembram você, você também ouve... E lembra do amor que não é meu. 
Dói igual farpa no dedo; certeira e minúscula comparada com o amor, aparentemente inofensiva... Tão fácil de ser esquecida. 
Até que encosto na ponta afiada da vida mostrando quão bonito você está nessa foto... Com ela.. sempre com ela agora... 
A farpa traiçoeira lembra que nunca foi realmente removida; arde e deixa pulsando tudo em volta... Dolorido. 
Por dentro ela sangra, por fora não parece nem ferida. 






                Fernanda Gomes

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